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Ex-funcionária de mineradora assina relatório que embasa Parque Estadual da Pedra do Cálice

O debate sobre a criação do Parque Estadual da Pedra do Cálice ganhou um novo elemento. Um documento utilizado na proposta passou a chamar atenção durante a tramitação do projeto.

Uma ex-funcionária da mineradora de calcário Ical, que opera na região de Pains, aparece como autora de relatório que baseou a proposta de criação do Parque Estadual da Pedra do Cálice. A informação foi publicada pelo portal O Fator. Segundo a reportagem, a profissional ainda trabalhava na empresa quando o estudo começou a ser desenvolvido.

O documento defende a implantação e classifica os impactos como baixos. O arquivo tem data de dezembro de 2025, mas as referências indicam que parte relevante do conteúdo foi produzida em dezembro de 2022. A profissional deixou a mineradora em maio de 2024.

A Ical não está entre as sete empresas apontadas como diretamente afetadas e negou ter participado da elaboração, articulação ou proposição dos projetos de lei. A terceira e mais recente proposta tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG): o PL 5.724/2026, de autoria do deputado “Bim da Ambulância”, prevê a criação do parque de 9.253 hectares em áreas de Pains, Pimenta e Córrego Fundo. Os três municípios podem ter prejuízos e perder milhares de vagas de empregos com a paralisação de atividades fundamentais para a região.

Consulta Pública aberta no site da ALMG

Uma consulta pública sobre o projeto permanece aberta no site da ALMG. Até o momento, são mais de 630 votos contrários e apenas nove favoráveis, além de mais de 150 comentários, a grande maioria contra. Para votar e/ou comentar, basta acessar o site www.almg.gov.br/apps/opiniao-projetos e fazer um breve cadastro.

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