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Arcos 22 Novembro 2020 Por Geraldo Ló

A Inconsciência Negra Não atingiu Corumbá


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Foto: Herivelto Campos Ribeiro

De cima do morro do Espia ou pedra da Gurita, o rei Ambrósio a tudo assistiu.


As 13h do dia , 21 de novembro de 2020 rufou os primeiros tambores que ecoaram nas pedreiras do pequeno Corumbá na cidade de Arcos. Era o grupo de congado Moçambique Filhos de São Jorge do capitão Geliel, que a partir da capela do Rosário,  percorreu todo Corumbá cantando,  tocando seus tambores, maracas e chocalhos e fazendo suas alegorias e abrindo a tarde de eventos.


Foi uma grata surpresa, ver as senhoras largarem seus afazeres e chegarem nas janelas e pouco depois,  já nas ruas admirando, aplaudindo e fotografando toda aquela manifestação.

 

Gentilmente a comunidade preparou uma  mesa farta com biscoitos, bolos, leite, chá e café para os convidados matutinos e uma enorme panela com arroz rico (frango, cenoura milho, etc) para os vespertinos.

 

A segunda atracão do dia foi  grupo de capoeira acompanhado pela secretária de Cultura de Pains, Márcia Rabelo, que encantou a todos com sua dança e seu  gingado.

 

 Já começava entardecer quando o grupo de Folia de Reis  Nossa Senhora do Rosário deu seu show com mais de vinte componentes encerrando as comemorações do Dia da Consciência Negra nas terras onde o rei africano,  Ambrosio percorreu e fez história.

 

Acredito que Ambrósio não se decepcionou, ficou foi muito emocionado conforme me confidenciou sua esposa Cândida.


 Geraldo Ló -pesquisador e incentivador do Projeto " Somos todos Ambrósio" que busca o reconhecimento do Quilombo do Ambrósio.
 

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