A recuperação da MG-170, no trecho conhecido como Estrada do Corumbá, em Arcos, ganhou um novo cronograma técnico após uma reunião estratégica na sede do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). O encontro, que reuniu lideranças políticas e o corpo técnico do órgão, focou na solução para o impasse da licitação anterior, que resultou deserta, e na revisão do projeto que agora conta com o suporte da iniciativa privada.
A movimentação política em torno da via é intensa, dada a sua importância logística. “Reunião importante aqui no DER, onde discutimos vários projetos importantes junto com o Dr. Wellington, prefeito da cidade de Arcos, Dr. Matheus, que é o diretor-geral do DER. O assunto principal: Estrada do Corumbá”, destacou o deputado estadual Antônio Carlos Arantes, abrindo o diálogo sobre a urgência da obra.
Segurança e escoamento da produção
A estrada é o principal canal de ligação entre as grandes mineradoras da região e a BR-354. O prefeito de Arcos, Dr. Wellington Roque, reforçou que a intervenção é uma prioridade para garantir a segurança da população local e viabilizar o transporte de carga pesada. Segundo o prefeito, a via atende ao que ele define como “talvez a maior produção de cimento do Brasil”.
Para solucionar as falhas técnicas que impediram o avanço do processo anterior, o DER-MG trabalhou em conjunto com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). Matheus Novais, diretor-geral do DER-MG, explicou que a revisão do projeto foi necessária para adequar a planilha de custos e as especificações técnicas, visando atrair empresas interessadas na execução.
Novo edital em maio
Com os ajustes concluídos e o aporte financeiro de R$ 25,5 milhões garantido — sendo a maior parte vinda do Tesouro Estadual e uma parcela convertida em insumos pela CSN e CCA — a expectativa é de que o processo burocrático seja destravado nas próximas semanas.
“O nosso prazo previsto agora é para maio, segunda quinzena de maio, soltar esse edital e com certeza vamos trabalhar para ter uma licitação com sucesso e resolver esse problema definitivo”, afirmou Matheus Novais.
A obra prevê a utilização de pavimento de concreto, material mais resistente ao tráfego pesado e constante de caminhões que caracteriza o trecho. Além da pavimentação, a construção de terceiras faixas está no radar para desafogar o trânsito e reduzir o índice de acidentes na região da Boca da Mata. Com o edital batendo à porta, a expectativa agora recai sobre o cumprimento do prazo para que as máquinas, enfim, comecem a trabalhar.