Dizem que o jiu-jitsu é uma arte individual, mas quem viu a delegação da Equipe Léo Boyka desembarcar no Colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte, no último final de semana, entendeu que a força vem mesmo é do coletivo. Vindos de Arcos com uma tropa de 26 atletas, o grupo não apenas participou da primeira temporada do JJFA; eles reescreveram a história da equipe em solo mineiro.
O resultado impressiona até o mais cético dos analistas: foram 14 cinturões na bagagem, além de uma coleção de medalhas que atesta o nível técnico da academia. No somatório geral, a Léo Boyka conquistou o 4º lugar por equipes, batendo a marca de 171 pontos — um feito gigante para uma delegação que atravessou a estrada com um sonho e voltou com o reconhecimento da capital.
Os protagonistas do tatame
A performance foi avassaladora. O líder da equipe, Léo Boyka, deu o exemplo dentro do tatame ao faturar dois cinturões, mas a noite foi de brilho compartilhado. Nomes como Luiza e Aline mostraram a força feminina da equipe, enquanto atletas como Matheus Cleiton e Guilherme Santana garantiram o topo do pódio em disputas eletrizantes.
A lista de campeões de cinturão é extensa e demonstra a versatilidade do grupo:
· Thales, Bruno Damasceno, Marcílio, Marcus Vidal, Bryan, Lucas, João Lucas e Blendo: todos sentiram o peso do ouro e a glória do título máximo em suas categorias.
Mas o jiu-jitsu não é feito só de quem morde o ouro. A resiliência apareceu nas medalhas de prata de guerreiros como Kaio Henrique, Lara e Olívia, e no bronze de Paulo e Ana Cláudia. Cada ponto conquistado, cada raspagem e cada defesa foram cruciais para que a equipe de Arcos erguesse o troféu de quarta melhor do evento.
O saldo da conquista

A história escrita pela Equipe Léo Boyka nesta temporada do JJFA é um lembrete de que o interior de Minas é um celeiro de talentos indomáveis. O 4º lugar geral, entre tantas potências do estado, coloca Arcos definitivamente no mapa das grandes competições de jiu-jitsu.