• 25/05/2024
29 Junho 2023 às 12h34
Fonte de Informação: Dra. Ylmara Chicri

Estudos apontam que anti-gripais não são indicados para idosos com demência no inverno: Conheça as alternativas de cuidado e prevenção

Dra. Ylmara Chicri- Médica- especialista em Geriatria 

 

Com a chegada do inverno, aumentam os casos de gripes e resfriados, levando muitas pessoas a procurarem por medicamentos anti-gripais. No entanto, estudos recentes têm apontado que esses medicamentos não são indicados para idosos, principalmente aqueles que sofrem de demência.

 

Os riscos dos anti-gripais em idosos com demência:

Pesquisas científicas têm demonstrado que o uso de medicamentos anti-gripais em idosos com demência pode acarretar em riscos adicionais à sua saúde. Alguns desses riscos incluem:

  1. Efeitos colaterais: Os anti-gripais comumente disponíveis no mercado podem causar efeitos colaterais indesejados em idosos, como sonolência, confusão, tontura e aumento do risco de quedas. Esses sintomas podem agravar o quadro cognitivo já comprometido pela demência, dificultando ainda mais a qualidade de vida desses pacientes.
  2. Interações medicamentosas: Muitos idosos com demência já fazem uso de diversos medicamentos para o tratamento de condições crônicas. Os anti-gripais podem interagir com esses medicamentos, potencializando ou diminuindo seus efeitos, o que pode levar a complicações e impactar negativamente a saúde do idoso.
  3. Dificuldades de comunicação: A demência pode afetar a capacidade de comunicação do idoso, tornando mais difícil a identificação de possíveis efeitos colaterais ou reações adversas aos anti-gripais. Isso pode levar a um monitoramento inadequado da saúde do paciente e a uma subestimação dos riscos associados ao uso desses medicamentos.

 

Alternativas de cuidado e prevenção:

Em vez de utilizar anti-gripais, existem alternativas mais seguras e eficazes para o cuidado e prevenção de gripes e resfriados em idosos com demência. Algumas delas incluem:

  1. Vacinação: A vacinação anual contra a gripe é essencial para reduzir a incidência da doença em idosos. A imunização não apenas protege o paciente, mas também contribui para a prevenção da propagação do vírus na comunidade. É importante que os idosos, seus cuidadores e familiares estejam cientes da importância da vacinação e busquem orientação médica para a obtenção da vacina.
  2. Higiene das mãos: A higiene das mãos é uma das medidas mais eficazes para prevenir a propagação de doenças respiratórias. Orientar os idosos a lavarem as mãos regularmente com água e sabão, especialmente antes das refeições e após o contato com superfícies potencialmente contaminadas, é fundamental.
  3. Ambiente limpo e bem ventilado: Manter o ambiente em que o idoso vive limpo e bem ventilado contribui para a prevenção de infecções respiratórias. É importante garantir a circulação de ar fresco, abrir janelas regularmente e manter uma boa ventilação nos espaços em que o idoso passa a maior parte do tempo.
  4. Alimentação saudável: Uma alimentação equilibrada e nutritiva desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde e do sistema imunológico. Estimule os idosos a consumirem uma variedade de alimentos ricos em vitaminas e minerais, como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras.
  5. Hidratação adequada: A ingestão suficiente de líquidos, especialmente água, é essencial para a saúde geral do idoso e para manter as vias respiratórias hidratadas. Incentive-os a beber água regularmente ao longo do dia.
  6. Repouso e autocuidado: Descanso adequado é essencial para a recuperação e fortalecimento do sistema imunológico. Encoraje o idoso a descansar e dormir o suficiente, além de incentivar o autocuidado, como o uso de roupas adequadas para se manter aquecido, evitando ambientes frios e úmidos.
  7. Atenção médica: Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, é fundamental buscar orientação médica. O médico poderá avaliar o quadro de saúde do idoso e recomendar medidas específicas de tratamento, como medicamentos apropriados para o controle dos sintomas, levando em consideração a condição de demência do paciente.

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