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Arcos 05 Agosto 2020 Por Raíssa Sousa

Saúde mental em tempos de pandemia: impactos e possibilidades


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     No dia 05 de agosto é comemorado o Dia Nacional da Saúde. E como não é possível falar de saúde, sem pensar em saúde mental, especialmente neste momento de pandemia, gostaria de propor algumas reflexões necessárias e relevantes para este período.

 

   Saúde mental, “contempla, entre tantos fatores, a nossa capacidade de sensação de bem-estar e harmonia, a nossa habilidade em manejar de forma positiva as adversidades e conflitos, o reconhecimento e respeito dos nossos limites e deficiências, nossa satisfação em viver, compartilhar e se relacionar com os outros”.

 

    Diante disso é notável que a manutenção de nossa saúde mental é uma tarefa delicada e que exige muito esforço de nossa parte. Especialmente quando estamos cercados de questões adversas, como os principais desafios da pandemia, dentre os quais é importante destacar: isolamento social, demissões/possibilidade de perda de emprego; mudanças bruscas nas rotinas de trabalho/estudo; tédio.

 

Como reagir a tudo isso?

 

   Em primeiro lugar é preciso ter propósitos. E estamos falando de propósitos individuais (segurança pessoal, manutenção da saúde), mas também propósitos gerais e comunitários (prevenção a uma contaminação em massa, por exemplo). Qual o sentido de ficarmos separados de quem amamos, termos poucas opções de lazer, sentirmos tanto medo? Não há outra resposta, se não o PROPÓSITO de nos mantermos saudáveis, assim como aos que amamos.

 

    São especialmente nossos propósitos que nos mantêm de pé, mesmo diante das adversidades. Com esta pandemia, não poderia ser diferente.

 

    Um dos grandes desafios deste momento também é a expectativa quanto ao que será e a falta de um momento certeiro (dia e hora marcados) para tudo terminar, o que gera muita instabilidade e até desconfiança. Concomitante a isso, a impressão de que tudo que fizermos é pouco ou será desnecessário, afinal não se sabe quando tudo vai acabar mesmo.

 

    Ou seja, por que me debruçar sobre um novo projeto, afinal não sei quando será possível colocá-lo em prática de novo?Para que estudar, se não sei quais matérias serão cobradas?Ou em casos mais sérios, para que viver, se há uma possibilidade de morte?

 

    Apesar desses exemplos acontecerem com frequência, diferente do que muita gente pensa, nem todas as pessoas apresentarão alguma questão de ordem emocional diante essa crise. E ainda, os que viverem precisam analisar se de fato se trata de uma questão de saúde mental ou uma reação diante de tantas mudanças.

 

    Muitas pessoas podem estar tristes diante de tudo o que vem acontecendo. Nem todas elas estarão deprimidas.Muitas pessoas apresentarão aspectos semelhantes ao de um quadro ansioso, por exemplo. Nem todas são ansiosas.

 

   Por essa razão, as avaliações são tão importantes e necessárias para um possível diagnóstico. Mudanças de alguns hábitos e alterações na rotina também. Todavia, importante destacar que algumas situações demandam uma atenção especial e que para muitas delas, a psicoterapia mostra-se uma ferramenta importante e necessária. Se este é seu caso, procure ajuda especializada.  Saúde mental é coisa séria! Precisamos falar sobre isso!

 

 

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