Notícia

Arcos 27 Fevereiro 2020 Por Lílian Teixeira Garcia Gomes

Descobrimos o autismo. E agora? O que fazer?


Compartilhe:

    O nascimento dos filhos traz consigo várias mudanças na rotina e na organização familiar. Por mais preparados que os pais se sintam, sempre se veem diante de desafios para lidar com tantas transformações. Além dos cuidados básicos que um bebê exige, surgem as dúvidas e inseguranças de um futuro que já parece tão próximo: onde irão estudar? Serão felizes? Que profissões escolherão? Como sobreviverão sem nós? Enfim, perguntas que parecem infundadas, mas que sempre acompanham as famílias neste momento.

 

  Esse desafio aumenta quando a família se vê diante de uma criança que apresenta um desenvolvimento atípico e dificuldades na interação social. A família se vê diante de um desafio ainda mais angustiante e cheio de dúvidas que pode piorar quando é realizado o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na criança.

 

  • É comum sentir insegurança e negação após o diagnóstico: não se julgue ou julgue algum familiar que se sentir amedrontado ou passar por um momento de negação.  É comum que surja um sentimento de luto devido à perda de uma criança que foi idealizada. Novas adaptações serão necessárias a esta nova família e, com isso, o diálogo e cumplicidade serão o melhor caminho.

 

  • Busque informações sobre o TEA: a falta de informação sobre o TEA gera sensações como o medo e o constrangimento no âmbito familiar. Por isso, buscar conhecimento e trocas de experiências com pessoas que vivem a mesma realidade são essenciais para entenderem as futuras mudanças.

 

  • A família precisa de cuidados: a primeira reação da família diante do diagnóstico é procurar ajuda e assistência para o filho. Porém, segundo as pesquisas, outro fator essencial – e tão importante quanto essa busca – é a presença qualitativa da mãe e do pai. Eles têm que brincar,estar juntos, fazer atividades ao ar livre e, principalmente, lidar com essa criança de maneira natural e afetuosa. Mas, para isso, precisam estar saudáveis física e emocionalmente. E, esse fato é, muitas vezes, protelado por não ser considerado pré-requisito para a qualidade de vida dos filhos.Esse olhar sobre a saúde da família precisa ser visto como parte importante do processo de adaptação, pois é essencial que se reestruturem para conseguir harmonizar a rotina familiar às novas mudanças, cuidando não só do membro com TEA, mas cuidando da saúde de todos os familiares que estão envolvidos diretamente nesse novo desafio.

 

 

Lílian Teixeira Garcia Gomes é Pedagoga, Mestre em Educação pela UNICOR, pós-graduada em Psicopedagogia, Supervisão Escolar e Gestão Pública, Presidente da TEAcolhe - Associação de Apoio aos Familiares de Autistas, Coordenadora da Educação Infantil da Rede Municipal de Arcos e membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Arcos.

 

 

 

 

 

 

COMENTÁRIOS

Veja outras notícias