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Raio-X do Consumo: Pesquisa traça perfil das famílias de Arcos e revela o custo real da cesta básica no mês de junho

O levantamento realizado pelo IFMG mostrou que a cesta básica em Arcos alcançou R$ 778,53 em junho. O valor compromete quase metade de um salário-mínimo e pressiona famílias de baixa renda.

https://www.portalarcos.com.br/

Um levantamento detalhado realizado entre os meses de fevereiro e maio de 2026 traçou um retrato fiel dos hábitos e da realidade socioeconômica do consumidor Arcoense. A pesquisa de campo coletou 305 entrevistas presenciais, respeitando rigorosamente as faixas de renda estabelecidas na metodologia do projeto, e revelou dados que prometem guiar tanto o comércio local quanto as políticas públicas do município.

A coordenação do projeto informou que, a partir deste diagnóstico, serão divulgados mensalmente os dados atualizados sobre o custo da cesta básica na cidade. O cálculo dos 13 itens essenciais baseia-se na metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Para o contexto local, Arcos foi inserida na Região 1, ajustando as quantidades para o perfil de uma família composta por 3 pessoas (seguindo o padrão metodológico de que um adulto equivale, em consumo, a duas crianças).

Quem é o consumidor Arcoense?

A pesquisa demonstrou que a amostra ouvida possui raízes profundas na cidade: 44% dos entrevistados nasceram em Arcos e outros 36% residem no município há mais de uma década. Geograficamente, a Região Central teve a maior concentração de respostas (36%), seguida pela Região Norte (27%). O bairro Centro liderou de forma isolada com 18% dos participantes.

No ambiente doméstico, o modelo de famílias pequenas predomina:

• Casas com 2 pessoas: 30%

• Casas com 3 pessoas: 27,5%

Orçamento apertado e o impacto no bolso

A realidade financeira da maior parte dos participantes acende um alerta social. A maior fatia (44%) vive com uma renda familiar que gira entre 1 e 3 salários-mínimos (de R$ 1.622 a R$ 4.863). Contudo, 22% das famílias sobrevivem com até um salário-mínimo.

Na outra ponta da pirâmide, apenas 4 entrevistados declararam receber acima de 10 salários-mínimos.

Esse cenário econômico reflete diretamente no tíquete médio do supermercado: o gasto mensal mais frequente se concentra na faixa de R$ 801 a R$ 1.200 (23%). Para realizar o "rancho" — já que 52% optam por compras mensais —, o carro próprio é o meio de transporte soberano, utilizado por 68% dos consumidores.

O peso da Cesta Básica: Carne é o grande “vilão”

De acordo com a planilha geral de preços coletados na região, a cesta básica calculada para suprir o mês de junho atingiu o expressivo valor de R$ 778,53, o que compromete 48% do salário-mínimo atual. Para o trabalhador Arcoense que recebe um salário-mínimo, isso significa que é necessário dedicar 105 horas por mês (o equivalente a 13 dias de trabalho) apenas para adquirir os 13 itens básicos da Região 1, ao qual a cidade de Arcos se enquadra (Tabela 01).

Composição de Destaque da Cesta Básica (Preços Médios):

├─ Composição de Destaque da Cesta Básica (Preços Médios):

├── Carne (6 kg): R$ 303,40 (Média de R$ 50,57/kg) — Representa mais de 1/3 da cesta

├── Pão de Sal (Custo mensal estimado): R$ 97,38 (Média de R$ 16,23/kg)

├── Arroz (Quantidade padrão): R$ 15,69 (Média de R$ 5,23/kg)

└── 🫘 Feijão (Preço médio): R$ 6,99/kg─ 🥩 Carne (6 kg): R$ 303,40 (Média de

R$ 50,57/kg) — Representa mais de 1/3 médio): R$ 6,99/kg

No setor de hortifrúti, o tomate lidera os custos com preço médio de R$ 9,49/kg, seguido pela batata a R$ 8,74/kg. Especialistas alertam que o encarecimento de itens frescos e do leite UHT (com média de R$ 6,27 o litro) pressiona as famílias de baixa renda a substituírem alimentos nutritivos por ultraprocessados mais baratos, afetando diretamente a segurança alimentar do município.

Preço vs. Qualidade: O dilema nas prateleiras

O comportamento de escolha do Arcoense é prioritariamente pragmático. Para cerca de 70% das respostas envolvendo itens secos da cesta (como arroz, feijão, óleo e leite), o “preço mais barato” é o motivo absoluto para a escolha de onde comprar, tanto que 60% afirmam mudar de marca conforme o valor do dia.

As únicas exceções a essa regra são o tomate e o pão. No caso do pão de sal, o consumidor prefere priorizar o comércio local e o frescor: a “melhor qualidade” (34%) e a proximidade de casa (32%) superam de longe a busca pelo menor preço.

O levantamento também destacou a receptividade da própria população: 96% das abordagens foram classificadas pelos pesquisadores como “colaborativas” ou “muito colaborativas”, demonstrando o acolhimento da comunidade de Arcos com a pesquisa científica local.

🎙️ Episódios Disponíveis e Canal Oficial

Como parte das ações de divulgação dos resultados, foram gravados dois episódios especiais em formato de podcast, detalhando o perfil socioeconômico dos entrevistados e a análise aprofundada dos dados coletados no mês de junho. Todo esse conteúdo já está disponível no canal oficial do projeto de pesquisa, intitulado “Quanto Custa Comer?”.

Convidamos toda a população de Arcos e região a se inscrever no canal, acompanhar as atualizações mensais e compartilhar essas informações essenciais para o planejamento do orçamento familiar.

Acesse os episódios pelos links abaixo:

Assista ao Episódio 1:

O Custo da Cesta Básica de Junho

Assista ao Episódio 2:

O Raio-X do Consumidor de Arcos

Créditos do Projeto

Projeto de Pesquisa: SEGURANÇA ALIMENTAR

• Nayara Teixeira dos Santos – Professora – Coordenadora do Projeto

• Jefferson Rodrigues da Silva – Professor – Membro do Projeto

• Niltom Vieira Junior – Professor – Membro do Projeto

• Marcio Rezende Santos – Professor – Membro do Projeto

• Vinicius Fonseca da Silva – Técnico-Administrativo – Membro do Projeto

• Mariana Vitória Duarte Frias – Aluna do Curso Técnico Integrado em Administração – Membro do Projeto

• Sofia Emanuelle da Silva Nogueira – Aluna do Curso Técnico Integrado em Administração – Membro do Projeto

Equipe de Gravação e Edição do Projeto de Extensão: MARKETING 5.0

• Nayara Teixeira dos Santos – Professora – Coordenadora do Projeto

• Ana Clara Soares Cortes Silva – Aluna do Curso Técnico Integrado em Administração – Membro do Projeto

• Elisa Luiza da Silva – Aluna do Curso Técnico Integrado em Administração – Membro do Projeto.

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