storage/ads_banner/2122/1773665305-arcomcredi-portalarcos-1.png

Queloide: novo drama brasileiro aposta em memória, identidade e cicatrizes históricas

Um drama de forte carga emocional começa a ser rodado entre capital e interior mineiro. A história acompanha uma jovem que tenta reconstruir sua identidade enquanto enfrenta marcas antigas.

Uma nova produção do cinema mineiro começa a ganhar forma entre a capital e o interior do estado. QUELOIDE, longa-metragem dirigido pelo iguatamense Abelardo de Carvalho, está em produção e propõe uma narrativa dramática que atravessa memória, identidade e as marcas que o tempo deixa na vida das pessoas.

Inspirado livremente na estrutura narrativa fragmentada da peça Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, o filme constrói uma história onde passado e presente se entrelaçam de forma contínua.

A produção começou a ser rodada no segundo semestre de 2025 em Belo Horizonte e terá sua etapa final de filmagens prevista para meados de 2026 em Formiga/MG. O projeto é produzido por Joe Bazilio, da Imagu Filmes, e João Paulo Martins, da Martins Comunicação.

Uma protagonista em busca de si mesma

No centro da narrativa está Jhô, personagem interpretada pela atriz estreante Giovanna Salgado. A trama acompanha a trajetória de uma jovem negra do interior de Minas que, ao completar a maioridade, decide se mudar para a capital.

Entre lembranças fragmentadas do passado e os impactos da vida urbana, Jhô se aproxima de duas figuras que passam a influenciar profundamente sua jornada: uma velha e misteriosa senhora, guardiã de segredos e memórias, e um antigo peão de rodeios que se transformou em um empresário bem-sucedido do agronegócio.

A partir dessas relações, o filme mergulha em um labirinto psicológico onde memória, identidade e sobrevivência se confundem.

Cicatrizes como metáfora

O título QUELOIDE faz referência às cicatrizes elevadas que surgem após feridas profundas na pele. No contexto do filme, a palavra ganha um significado simbólico mais amplo, representando marcas físicas, emocionais e históricas.

Segundo o diretor Abelardo de Carvalho (de Faroeste e Último Retrato), as cicatrizes funcionam como um elemento central da narrativa: “as cicatrizes como provas de sobrevivência”.

Outro aspecto importante da produção é a tentativa de construir a narrativa a partir de uma perspectiva feminina. A equipe técnica do filme é majoritariamente composta por mulheres, incluindo o figurino assinado por Marcela Avellar.Elenco reúne jovens atores e participações especiais

O elenco reúne nomes emergentes da cena artística de Belo Horizonte, como Beatriz Oliveira e Amaury Vieira. O filme também contará com participações especiais de Glauce Leonel, Marco Perpétuo e Mauro Alvim.

Embora a protagonista Giovanna Salgado seja natural de Pimenta, mesmo assim, a equipe decidiu finalizar as filmagens em Formiga — cidade que também abriga parte significativa do elenco local. Entre os nomes estão Maria Andrada, que interpreta a antagonista da história, além de Rosana Castro, Julia Teles, Bernadete Bomtempo, Regina Nabrink e Francis Nabrink.

Giovanna Salgado. Foto de Luiza Rocha.

Cinema mineiro em expansão

Ainda em fase de produção, QUELOIDE se insere em uma nova geração de projetos independentes do cinema min eiro que buscam dialogar com questões sociais, identidade e memória histórica. A expectativa da equipe é que o filme inicie sua trajetória por festivais nacionais e internacionais antes de chegar ao circuito comercial.

Com filmagens divididas entre capital e interior e uma narrativa centrada em uma protagonista feminina jovem, o longa aposta em um drama psicológico que pretende explorar as marcas invisíveis que atravessam gerações.

Se cumprir o que promete, QUELOIDE pode se tornar mais um capítulo relevante do cinema contemporâneo produzido em Minas Gerais.

Veja também:

Pesquisar

LGPD

Usamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a usar nosso site, você aceita o nosso uso de cookies.
Política de Privacidade, e Termos de Uso.