Alguém mais, além de mim, fica com a impressão de que o celular se tornou uma extensão das mãos? Kkk… é brincadeira, mas com um fundo de verdade. Esse pensamento tem me acompanhado porque, cada vez mais, percebo o quanto estamos imersos na tecnologia no nosso dia a dia. Confesso que isso tem me deixado um pouco preocupada — e essa preocupação aumenta quando penso nas nossas crianças.
Não é raro observar adultos e crianças totalmente dependentes do celular para quase tudo. E faço questão de dizer: não sou contra a tecnologia. Pelo contrário, ela faz parte da minha vida e sou totalmente adepta a ela. O que me inquieta não é o uso, mas o excesso que venho percebendo nas minhas convivências.
Quando olho para esse cenário, reconheço também o quanto as redes sociais se tornaram importantes. Ao mesmo tempo, esse uso constante e pouco consciente pode gerar impactos profundos na nossa saúde mental, especialmente quando não há equilíbrio. Isso acontece porque somos expostos, diariamente, a uma quantidade avassaladora de informações. A pressão para compartilhar uma vida feliz, produtiva e perfeita pode ser esmagadora. E, ironicamente, quanto mais conectados parecemos estar, mais isolados e inadequados muitos acabam se sentindo.
Muitas mulheres me relatam dores silenciosas, falta de amor-próprio e sentimentos de menos valia, alimentados por comparações com vidas exibidas em vídeos editados, que estão muito longe de representar a realidade como ela é.
Esse cenário se conecta com dados importantes da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a depressão atinge 5,8% da população, enquanto a ansiedade alcança 9,3%. A pressão gerada pelas redes sociais pode contribuir para esses números, justamente porque reforça comparações constantes entre pessoas reais e vidas aparentemente perfeitas.
Por isso, é fundamental lembrar: as redes sociais não mostram a vida inteira. Na maioria das vezes, vemos apenas recortes felizes, ângulos escolhidos e momentos editados. Ninguém é perfeito. Todos enfrentam desafios, dores e fases difíceis que não aparecem na tela. Diante desse contexto, usar as redes sociais com equilíbrio deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade para preservar nossa saúde mental e o nosso bem-estar. Pensando nisso, compartilho cinco práticas simples que considero essenciais nessa construção de equilíbrio:
1. Defina limites claros de tempo para o uso das redes sociais, evitando acessos automáticos e constantes ao longo do dia.
2. Desative notificações desnecessárias. Para mim, isso foi libertador: voltei a ter controle do meu tempo e acesso às redes quando realmente posso.
3. Revise quem você segue. Elimine perfis que não agregam valor e escolha conteúdos que informem, inspirem e fortaleçam você. (E me segue também @marciabertooficial).
4. Pratique o desligamento. Reserve momentos de “desintoxicação digital”, seja por algumas horas, um dia ou até um final de semana.
5. Esteja presente. Quando estiver com sua família ou amigos, esteja inteiro. O tempo é precioso e ninguém sabe quanto tem. Pode acreditar!
Com amor...