• 21/07/2024
07 Janeiro 2022 às 18h31
Atualizada em 07/01/2022 às 18h31
Fonte de Informação: da Redação Cecília Calixto

Vítima de acidente na ponte do Jacaré fala sobre a falta de sinalização do local

Em pouco mais de uma semana, a ponte do Jacaré, entre Lagoa da Prata e Moema, que foi interditada pelo DER (Departamento de Edificações e Estradas de Rodagens de Minas Gerais), já conseguiu causar pelos menos dois acidentes. Segundo os motoristas, os acidentes estão sendo caudados devido a precária sinalização no local.

O primeiro acidente aconteceu poucas horas após a interdição, no dia 31 de dezembro, onde um veículo Pálio Weekend, que transportava um grupo de pastores evangélicos da cidade de Divinópolis, se chocou contra uma barreira de pedras que o DER colocou no local para servir de barreira.

Já o segundo acidente aconteceu nesta última segunda-feira, 03, por volta das 20h. O acidente aconteceu com Cristiane Fernandes, que mora em Contagem, mas, que estava na cidade de Arcos passando o Réveillon com a família. Em entrevista ao Portal Arcos, ela relatou como foi o acidente.

“Eu sai de Arcos, onde eu passei o Réveillon com a minha família, vim embora para a minha casa em Contagem. Estava tudo tranquilo, mas estava chuvoso, com tempo nublado, bem escuro, a estrada estava molhada e, com isso, eu estava vindo devagar. Mas, a visibilidade estava difícil. Quando eu me deparei, entre Lagoa da Prata e Moema, no rio Jacaré, tinha uma barreira de pedra muito alta. E quando eu vi as pedras eu já estava em cima e eu colidi com as pedras, com isso, meu carro foi arremessado e eu quase cai dentro da ponte. Neste momento os meus dois airbags acionaram”, relembrou.

 

Falta de sinalização adequada

Cristiane disse que, antes da barreira, não havia sinalização e nenhuma identificação na estrada, para alertar os motoristas. Ela comentou que seu carro quase caiu da ponte, tendo em vista o impacto do carro ao bater na barragem de pedras. “Deus foi tão bom que o meu carro conseguiu parar na pista, ele foi derrapando e rodando até conseguir parar”.

Ela comentou que seu socorro foi rápido, pois, no momento havia outras pessoas no local, inclusive, caminhoneiros que estavam passando, mesmo com a barreira de pedras. “Eu estava sozinha e só fui socorrida rápido porque tinha outras pessoas lá. Eu fui salva por um milagre, porque eu poderia ter caído no rio e se o carro caísse, ele cairia de cabeça pra baixo. E foi difícil para o pessoal me tirar do carro, porque ele acionou e me prensou com o sinto de segurança e tinha muita fumaça”.

 

Costela quebrada e perca total do carro

Ela foi socorrida pelo SAMU e foi levada para o hospital de Lagoa da Prata, onde fizeram exames e foi identificada duas lesões em sua costela. Ela recebeu medicações, ficou de repouso e depois foi liberada. Atualmente, ela está em casa de repouso e ainda se recuperando do trauma.

“Eu ainda não consegui procurar os órgãos responsáveis porque eu estou de repouso absoluto. Estou tomando medicações para dormir, pois o trauma ainda está grande, eu levo susto toda hora, porque o acidente foi muito de repente, quando eu vi já estava encima das pedras e meu carro voou. Eu estava sozinha e foi bem desesperador mesmo”, comentou.

Quanto ao carro, ela disse que foi perca total. “Meu carro teve perca total e o guincho teve que busca-lo. E eu fico indignada pelos órgãos responsáveis, pois, eles não colocaram nenhum alerta e não identificaram a gravidade das coisas”.

“Então, gostaria de deixar um alerta para as pessoas que tomam conta da via, todos os órgãos responsáveis, prefeitos de Moema e Lagoa da Prata. Pois, uma sinalização tem que ser bem feita, ela não pode ser em cima do local e sim deve ser colocada antes. Deveriam ter colocado placas, pisca alerta, e outras coisas. Poderiam até mesmo ter colocado as pedras, mas deveriam avisar antes que teriam aquelas pedras lá. Porque eu só não morri, porque Deus me salvou. Mas, será que as outras pessoas vão ter essa sorte?”, finalizou.

 

DER diz que sinalização está sendo reforçada

Em contato feito com a Assessoria de Comunicação Social do DER-MG, fomos informados de que o departamento não irá se manifestar com relação aos acidentes que aconteceram no local.

Com relação a sinalização do local, eles informaram que ela “está sendo reforçada, para a segurança dos condutores, com a implantação de defensas metálicas, sinalização noturna e lombadas em ambos os sentidos da rodovia”.

Quanto ao fato de que alguns caminhoneiros ainda estariam passando pelo local, a assessoria salientou que a transposição desse bloqueio é considerada uma infração grave, segundo o art. 209 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sendo passível de penalidades, que incluem multa de R$195,23 e perda de 5 pontos na carteira do condutor infrator.

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