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A MORTE E A DESENCARNAÇÃO NA VISÃO ESPÍRITA


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A morte do corpo físico é um fenômeno natural que atinge todos os seres da criação, das mais diferentes formas, seja por idade, doenças, acidentes, balas perdidas... etc. Em algum momento, de alguma forma, cedo ou tarde, vamos morrer.

 

A desencarnação é quando nos separamos deste corpo físico, a carne se liberta, vamos nos  desprendendo dos laços, até então enraizados, molécula à molécula no corpo físico, concedendo liberdade ao Espírito, que passa a viver em outra dimensão da vida.

 

“Segundo o Espiritismo, a morte é uma simples mudança de estado, a destruição de uma forma frágil que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu funcionamento e a sua evolução” [i].

 

Ensina, igualmente: “a separação do Espírito do corpo que lhe pertencia não é dolorosa, sobretudo quando as mortes são naturais, que decorre dos desgastes biológicos dos órgãos” [ii]. Como, também, não é uma separação brusca.  “A alma se despende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo a que se restituiu subitamente a liberdade” [iii].

 

Muitas vezes, ao perder um ente querido, nos deparamos com a morte... sempre a morte do outro.... não pensamos na nossa própria morte, uma condição natural de defesa! Mas, ela vai nos encontrar e vivemos morrendo um pouco à cada dia; assim, a vida deveria ser um preparo para este momento.... mas, como????

 

Nos diz ‘O livro dos Espíritos’: “o conhecimento do espiritismo exerce influência sobre a duração, mais ou menos, longa da perturbação pós morte? Resposta: uma influência muito grande, uma vez que o Espírito já compreendia antecipadamente a sua situação; mas a prática do bem e a pureza da consciência são os que exercem maior influência” [iv].

 

Esta perturbação, que acontece após a morte, pode perdurar por um maior ou menor tempo, de acordo com as condições pessoais de cada um.

 

A chegada em outra dimensão pode ser dolorosa, muitas vezes sofrida, como é a dor  daqueles que ainda permanecem no plano físico, mas trata-se de um sofrimento moral, é a alma que sofre, não o corpo físico, que já separamos.

 

Para amenizar tudo isto, devemos viver uma vida mais simples, dentro dos princípios ensinados por Jesus, em seu Evangelho, combatendo nossas imperfeições, buscando praticar o bem e o amor ao próximo, lutando, à cada dia, para ser uma pessoa melhor, assim, quando nosso momento chegar, a desencarnação será mais tranquila, os sofrimentos no período da transição serão breves e nos adaptaremos com maior serenidade à nossa nova condição.

 

“TODA MORTE TRAZ DOR.... MAS SEM A DESENCARNAÇÃO NÃO ATINGIREMOS A RENOVAÇÃO QUE É A LEI NATURAL.” [v].

 

Jesus, o sublime consolador, nos ensinou que a morte não é o fim, que estaremos caminhando sempre, sob as bençãos do Criador, até que um dia, dentro desta caminhada, estágio à estágio, conquistaremos, com os nossos próprios méritos, a plenitude do nosso ser.

 

 MUITA PAZ A TODOS!

 

ALINE DE CASTRO BAHIA - bahiaaline@yahoo.com.br

 

Centro Espírita Bezerra de Menezes

Rua Olegário Rabelo, nº 455, Bairro Brasília, Arcos/MG

Reuniões públicas às terças feiras às 20hs e às quintas feiras às 19:30hs.

Aos sábados, mocidade espírita às 18:30hs.

 

 

 

[i] DENIS, Léon. O problema do ser, do destino e da dor. São Paulo: Petit, 2000.  Cáp. 10.

[ii] KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos. 9ª ed. Boa Nova Editora, 2004. Questão 154, pág. 104.

[iii] KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos. 9ª ed. Boa Nova Editora, 2004. Questão 155, pág. 104.

[iv] KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos. 9ª ed. Boa Nova Editora, 2004. Questão 165, pág. 106.

[v] XAVIER, Francisco Cândido; WORM, Fernando. Janela para a vida./Pelo Espírito Emmanuel. FERGS: 2014. Cáp. 06.

 

Imagem de t3ddy4rt por Pixabay

 

 


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