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Arcos 16 Dezembro 2020 Por Ricardo Batista de Carvalho

Arcos e seus problemas para resolver


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Foto: Ricardo Batista de Carvalho

Não há como negar que os maiores desafios da atualidade são: a produção de alimentos e a correta destinação do lixo produzido pelo grande número de pessoas no planeta terra. É ‘gente’ em cima de ‘gente’, e que não acaba mais! E é lixo que se acumula em quantidades gigantescas!

Esse último quesito sobre ‘lixo’ me faz refletir. O que estamos fazendo pra que isso melhore? Ao ler alguns pontos do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020, da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), soube que a quantidade de resíduos sólidos urbanos destinados inadequadamente no Brasil cresceu 16% na última década. O montante passou de 25,3 milhões de toneladas por ano em 2010 para 29,4 milhões de toneladas por ano em 2019. Em 2010, 43,2% do total de resíduos eram descartados de forma incorreta (para lixões ou aterros controlados). Em 2019, esse percentual subiu para 59,5%.

Estamos aqui na cidade princesa das Minas Gerais produzindo lixo e mais lixo, sem querer muito dar a correta destinação para o mesmo. Esforços do município até que se vê, mas ainda falta. Falta consciência da população no tocante ao descarte, falta conhecimento sobre a coleta seletiva, e falta preservação com o patrimônio público (dá uma passada nas Avenidas Sanitárias pra você leitor observar a depredação das lixeiras recém colocadas).

A partir do ano de 2021, Arcos tem este e outros grandes desafios e as atenções estarão voltadas para a Casa do Povo. Diante de uma Câmara de Vereadores totalmente renovada, me encho de expectativas e observações para ver se haverá celeridade e atenção dos nobres edis em representar o interesse do povo.

Dentre vários pontos desta expectativa, cito a apreciação e votação do novo Plano Diretor do município, o qual estabelece regras, parâmetros, incentivos e instrumentos para o desenvolvimento da cidade. Vale lembrar que o atual Plano Diretor estava na Câmara desde maio de 2020, foi apreciado, porém rejeitado. Cito ainda a organização do nosso transporte público, a solução definitiva para os gargalos de nosso trânsito, e por aí vai...

Em um ano tumultuado, é claro que cresce a expectativa por um 2021 diferente! Mas muitas dessas mudanças aguardadas devem vir de dentro de cada um de nós, da nossa mudança de comportamento, do nosso policiamento pessoal, do nosso exercício de cidadania.

 

 A conferir!


Ricardo Batista de Carvalho

Professor e pós-graduando em Jornalismo

Colunista de assuntos políticos

 

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