Por muito tempo, falar de dinheiro me causava desconforto. Era como tocar em uma ferida antiga: envolvia culpa, medo, vergonha. Em muitos lares, infelizmente, falar sobre dinheiro ainda é um tabu. E assim, muitos têm a ideia de que o dinheiro é vilão – quando, na verdade, ele só amplifica quem somos. Pessoas más fazem coisas ruins com o dinheiro e pessoas boas, abençoam vidas com ele.
Em minha jornada como mulher, profissional e ser humano em construção, aprendi que não basta organizar as finanças com planilhas, elas são importantes, mas tem uma grande caminhada antes delas. É preciso olhar para dentro. Porque prosperidade verdadeira começa no emocional. Começa quando reconhecemos as emoções que nos desconectam do merecimento. Quando deixamos de ver o dinheiro como ameaça, e passamos a enxergá-lo como ponte.
Talvez você sinta culpa ao prosperar, vergonha ao cobrar, medo de investir. Esses sentimentos não surgem do nada. Eles vêm de histórias antigas, frases que ouvimos, experiências que marcaram. E enquanto não curamos essas memórias, seguimos repetindo comportamentos que nos afastam da abundância.
Hoje, minha reconciliação com o dinheiro é um processo contínuo — de autocuidado, de autorresponsabilidade e, principalmente, de perdão. Perdoar a mim mesma por decisões passadas. Perdoar meus antepassados por suas limitações. Perdoar a escassez para abrir espaço para a abundância.
Se você quer começar esse processo com leveza e verdade, aqui vai uma prática que pode transformar sua rotina:
💡 Diário das Emoções Financeiras – 7 dias de reconexão
Durante uma semana, ao final de cada dia, reserve de 5 a 10 minutos para responder a estas três perguntas:
- Como me senti hoje ao lidar com dinheiro? (ex: ansiedade ao pagar uma conta, alívio ao receber, frustração ao negar um desejo)
- Que comportamento financeiro repeti automaticamente? (ex: comprei por impulso, evitei olhar o extrato, adiei uma conversa sobre finanças)
- Que escolha eu gostaria de fazer diferente amanhã? (olhar para mim e minhas finanças com verdade e amor...)
Essa autoescuta vai revelar padrões invisíveis e te ajudar a mudar a relação com o dinheiro de dentro para fora. Quando damos nome às emoções, resgatamos o controle. E quando resgatamos o controle, abrimos caminho para prosperar com consciência e dignidade.
O dinheiro não é inimigo. Ele é reflexo. E quando você se cura, sua vida financeira prospera e para além dela, você pode viver sua integridade humana. Com amor,