• 25/05/2024
21 Março 2024 às 18h28

Ação integrada prende 12 pessoas suspeitas de garimpo ilegal em Arcos

Nessa quarta e quinta-feira (20 e 21/3), uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em conjunto com a Polícia Militar (PMMG), desmantelou uma operação ilegal de garimpo na zona rural de Arcos, região Centro-Oeste do estado. Durante a ação, 14 suspeitos – com idades entre 19 e 44 anos – foram conduzidas em flagrante.

As investigações, coordenadas pelo delegado Patrick Carvalho, revelaram que o garimpo estava causando danos ambientais significativos. "No local, foram encontradas diversas crateras de até três metros de profundidade, conectadas por um intrincado sistema de túneis. Diversos equipamentos, como pás, picaretas, lanternas e pedras de quartzo bruto foram apreendidos", informou o delegado.

 

Base de apoio e prisões

 

Após o recebimento de uma informação, as equipes identificaram uma residência no bairro Calcita, em Arcos, que funcionava como base de apoio aos garimpeiros. Cinco suspeitos que haviam acabado de chegar do local do crime foram presos na casa, bem como apreendidos três veículos utilizados no transporte do minério e dos próprios envolvidos.

A investigação levou à prisão de outros três suspeitos ligados à atividade ilegal, um deles apontado como responsável pela compra dos minerais e recrutamento de mão de obra.

Durante outra abordagem na Rua Campo Belo, a polícia prendeu mais dois suspeitos que retornavam do local do crime com pedras e ferramentas. Um deles colaborou com a polícia, indicando uma residência na Avenida JK como esconderijo de outros envolvidos. Na casa, foram presos mais quatro investigados e apreendidos quartzo, ferramentas e veículos usados na atividade criminosa.

 

Autuações

"Dos 14 suspeitos conduzidos, 12 foram autuados em flagrante por crimes ambientais, conforme o artigo 54 da Lei 9.605, bem como o art. 288 do Código Penal e o Art. 69 do Código Penal, sendo posteriormente encaminhados ao sistema prisional", finalizou o delegado Patrick Carvalho.

As investigações continuam.

 

Fotos da ação:

 

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