• 17/05/2022
22 Abril 2022 às 17h41

O Mais Notável Arcoense Ausente (parte 3)

Francisco Fernandes discursando entre acadêmicos

Músico
     
     A música foi para Francisco Fernandes, como não podia deixar de ser, ocupação extra-oficial.
     A preocupação de Fernandes pela música, já se manifestava evidente, ainda em Arcos. Lá recebeu sua artinha de música das hábeis mãos de afamado professor. Vindo para Formiga, trouxe seu instrumento clarineta, de saudosa memória.

 

Bancário
     
     A passagem de Fernandes pelo antigo Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais, S/A se revestiu de todas as formalidades a que foi jus uma folha de serviço elogiosa, disciplinar das mais raras.


     Basta que se observe a mostra exuberante, que é a folha de serviço que me foi fornecida por nímia gentileza de D. Maria Pinto de Souza, alta funcionário do Banco.


     Eis pouco mais de um decênio de serviços prestados ao banco, que o funcionário se desligou para cumprir sua predestinação de servir às letras nacionais.

 

Professor
     
     Fernandes foi grande professor. Apreciavam-se qualidades as mais evidentes em seu trabalho de mestre: conhecimento de assunto, simpatia, clareza na exposição. Não lhe faltava, ainda, autoridade de quem despontava no magistério com a certeza de haver descoberto seu eldorado.


     Cuidou, cedo, de memorizar aquilo que aprendia nos clássicos da língua.


     Aprender ensinando, eis o caminho mais curto que encontrou para sua meta imaginada.


     Foi de professor, a fase mais efetiva de sua preciosa existência: dividindo o tempo de suas horas de labuta, entre o Banco Hipotecário, o jornalismo e o professorado.


     Os alunos dedicavam-lhe tal estima e admiração e o colocaram em esfera tão alta, que o acompanhavam em todos seus passos.


     Assim, Francisco Fernandes, em trajetória tão auspiciosa, amadureceu de modo definitivo a idéia de atingir a meta mais importante: o dicionário.


     Certa vez, entrou no recinto da aula, movido do mais perfeito agrado dos alunos, muito bem humorado.


     Respingou as últimas noções de adjetivo; falou dos possessivos, adjetivo determinativo possessivo é aquele que indica os seres. Falou em relação às diversas pessoas gramaticais. Exemplificou. Supondo que a classe estivesse senhora do assunto, sentou-se. Fez uma pausa. Pediu a um dos alunos que desse exemplo seu.


     - Eu sei, gritou um, lá do fundo da sala.
     - Então, diga...
     - Respondeu o aluno todo formalizado:
     - Eu vim de Arcos!...

 

Primeiro trabalho publicado
     
     Seu primeiro trabalho publicado, foi a Monografia Histórico-Descritiva do Município de Formiga.
     “Obrinha”, classificou-a o autor. Tal não é. Por ela, revelou-se Francisco Fernandes estudioso de vários assuntos. É bom subsídio para nossa História Contemporânea.


     Nas suas “Duas palavras”, o autor agradece, especialmente, aos distintos e prestimosos amigos Jarbas Pires, José Lara, Francisco Garcia de Carvalho e José Farnese, que grandemente o auxiliaram no trabalho de redação.


     Bom trabalho. Não pode merecer a mesma adjetivação dos outros, porque é primo pobre...

 

Leopoldo Corrêa – Da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Da Academia de Letras de S. João d’El Rei.

                                                                                                                                                

                                                                                                                                                Geraldo Ló


 

Colunista
Geraldo Ló

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