• 28/06/2022
03 Janeiro 2022 às 09h07
Atualizada em 03/01/2022 às 09h16

Na bicicleta

“Viver é como andar de bicicleta. É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.” Albert Einstein

 

Se você, leitor, é ciclista, sabe que quando a velocidade da bicicleta diminui, é necessário realizar manobras para mantê-la rodando em equilíbrio e quando se para de pedalar, devido a vários fatores ligados às leis físicas (força gravitacional, inércia, primeira, segunda e terceiras leis de Newton), a bicicleta não consegue se manter em pé sem o movimento. Nem precisa ser um estudioso da Física teórica para conhecer esse fato, qualquer criança tem consciência disso.

 

Fazendo analogia do ciclismo com a vida, o excepcional físico e matemático alemão, Albert Einstein, escreveu a frase que encabeça esse texto, numa carta[i] dirigida ao seu filho Eduard Einstein, em 1930. Para o ganhador do Prêmio Nobel de Física (1921), é preciso movimento para manter a vida equilibrada, e, sendo a mente, a condutora da vida, pode se transferir a responsabilidade do equilíbrio para ela. Ela é a ciclista. Andar de bicicleta é viver. Tentar equilibrar a bicicleta e chegar ao destino mais rapidamente é a meta de todas as mentes. 

 

O Espiritismo não só concorda com essa teoria, como a explica sem rodeios. Segundo a Lei do Progresso[ii], lei Divina, perfeita e imutável, a qual impulsiona os Espíritos para cima e para frente, rumo à perfeição, ninguém pode retroceder na evolução. Dizem os Espíritos superiores que o homem não tem o poder de paralisar a marcha do progresso, mas, apenas o de embaraçá-la. Ainda parafraseando Einstein, observe que a bicicleta impulsionada pelas pernas do ciclista vai sempre para frente. Caso se queira fazê-la voltar é preciso forçar a “ré”, pois este movimento não é natural para o mecanismo da bicicleta (vida).

 

No momento aparentemente caótico que vivemos, há uma tendência de se perder o equilíbrio por diminuirmos a marcha da vida, ou mesmo de forçar sua parada, pois, afinal, o fluxo não está fácil, nem agradável. Então resolvemos desafiar a lei natural, fazer birra com Deus, e nos entregamos à autopiedade, à espera de um salvador para nossas dores e inseguranças, podendo chegar facilmente à autodestruição dia após dia. A benfeitora espiritual Joanna de Ângelis[iii](3) afirma que “a autopiedade expressa insegurança emocional propiciadora de preguiça mental, que prefere sempre receber e nunca ofertar, demonstrando carência, como se a pessoa se encontrasse em atitude de abandono, relegada pela vida ao sofrimento imerecido e injustificado.” E ela ainda reitera, que “a vida exige movimentação, e tudo quanto não se renova tende à desagregação, ao desgaste, ao desaparecimento e também à inutilidade, dando lugar aos processos degenerativos de diagnose difícil.”

 

Mas, afinal, estar em constante movimento significa sair correndo, disparar a bicicleta de forma desordenada? Não se trata disso, mas de estar com a mente ocupada no serviço do bem e do crescimento pessoal, que engloba o aprendizado constante sobre nós mesmos e a nossa imortalidade, aprendendo como sobrepujar o egoísmo e nunca desistir. Sendo a inteligência, a nossa herança de Deus, usemo-la em nosso benefício, a fim de prosseguirmos para o alvo, porque se cairmos, vamos sempre tentar nos equilibrar sobre as dificuldades da vida, encontrando motivação, força e o melhor caminho, mesmo que aparentemente ele não pareça ser o que achamos que merecemos.

 

Apesar dos tempos calamitosos que vivenciamos, mantenhamo-nos sempre em movimento, sem diminuir a nossa marcha. Lembremo-nos do final trágico da parábola dos talentos, descrita em Mt, 25:14 a 30:  “E ao servo inútil lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.” É quando a bicicleta cai...

 

Muita paz a todos!       

 

Ana Dulce Pamplona Frade - [email protected]

 

Centro Espírita Bezerra de Menezes

Rua Olegário Rabelo, nº 455, Bairro Brasília, Arcos/MG

Reuniões públicas às terças feiras às 20hs e às quintas feiras às 19:30hs.

Aos sábados, mocidade espírita às 18:30hs.

 

[i] Disponível em: Acesso em 16/12/2021.

[ii] KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. 9ª ed. Boa Nova Editora, 2004. Questões de nº 776 a 785. Págs. 305-307.

[iii] ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). Encontro com a paz e a saúde/pelo Espírito Joanna de Ângelis: psicografia de Divaldo Franco. ‎ LEAL Publisher: 2014. Cáp. 3.

 

 

 

 

Colunista
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