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Região 24 Julho 2020 Por Jornal Cidade MG

Família pede justiça após parente ter sido atropelado em rodovia entre Luz e Lagoa da Prata

O homem foi atropelado e morreu no local no dia 12 de julho, e o autor do crime não prestou nenhum socorro, conforme afirma a sobrinha da vítima.


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   A família de Passos Fernandes dos Santos, de 51 anos, morto em um atropelamento na MG-429, entre Luz e Lagoa da Prata, pede esclarecimentos e justiça para o caso. O homem foi atropelado e morreu no local no dia 12 de julho, e o autor do crime não prestou nenhum socorro, conforme afirma a sobrinha da vítima.

 

   Marilene da Silva Generoso, sobrinha de Passos, disse que a família está indignada com o fato e sem respostas do que verdadeiramente aconteceu. “Segundo o Boletim de Ocorrência, uma pessoa que não quis se identificar fez a denúncia do atropelamento, tirou foto da placa do caminhão e acionou o Samu. O veículo se trata de um caminhão pertencente à empresa Biosev. As autoridades estiveram na empresa e falaram com o suposto autor, que alega ter visto sim meu tio, mas q não se preocupou, pois na cabeça dele só passou pelo meu tio e que não viu e nem sentiu ter atropelado” .

 

    O Jornal Cidade entrou em contato com a empresa Biosev, que enviou uma nota informando que aguarda a perícia para as demais providências.

 

   “A Biosev reitera que está à disposição das autoridades para contribuir com todos os esclarecimentos na elucidação dos fatos sobre o incidente do último domingo, 12, na rodovia MG-429. A empresa lamenta pelo ocorrido e mantém seu compromisso com a perícia local e os órgãos competentes”.

 

   A sobrinha de Passos ainda relatou como foi aquele dia momentos antes do atropelamento. “Toda nossa família almoçou na minha mãe no dia e, por volta das 17 horas, meu celular tocou, era um primo perguntando pelo meu tio (Passinho), como era o apelido dele. A essa altura todos os outros familiares já sabiam do acontecido. Aí eu falei que ele estava na casa dele. Ele muito sério falou que era pra eu conferir, pois havia ficado sabendo de um acidente na MG- 429 e que poderia ser meu tio. Mal desliguei o celular e corremos pra casa dele. Ao chegar na esquina, já avistando o carro da Polícia Militar, que susto, que desespero! Então, perguntamos ao policial o que havia acontecido, e o mesmo disse que se tratava de um suicídio.”

Marilene e familiares pedem justiça e transparência quanto a morte do tio. (Marilene da Silva/Arquivo Pessoal).

Marilene afirma que a polícia os fez entender que era suicídio e que ficaria assim mesmo.

 

   “Um conhecido nosso viu meu tio momentos antes e ele disse que estava andando ali para fazer o quilo, já que tinha almoçado pouco tempo antes. O policial não quis nos dar notícias, disseram que estavam fazendo o trabalho deles. Meu tio tinha sim, o costume de caminhar, mas como foi tão longe em tão curto prazo? Meu tio não teria motivos pra se suicidar era muito amado. Nós não estamos aqui pra acusar ninguém, só queremos saber o que de fato aconteceu. Esperamos que a justiça seja feita e que tenhamos explicações”.

 

   A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar, por meio do tenente Harley, que disse que em nenhum momento na ocorrência é informado que a causa da morte foi suicídio. No Boletim, confeccionado pela Polícia Rodoviária e disponibilizado para a Polícia Militar, consta que o homem estava caminhando na via e que o motorista da Biosev chegou a avistá-lo pelo retrovisor caminhando e seguiu adiante sem perceber o acidente.

 

   “Caso aja interesse, nós disponibilizamos o boletim de ocorrência para os familiares, para que possam ver como consta. Em nenhum momento foi mencionado a causa da morte como suicídio, mas sim acidente. Em casos de suicídio não divulgamos informações. Após o acidente, a perícia técnica foi ao local e poderá analisar de fato, o que aconteceu”.

 

   O Jornal Cidade continuará acompanhando o caso para informar sobre os desdobramentos dos fatos. Nossa solidariedade à família.

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