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Nasce em Arcos o movimento “Chega! Juntas Resistiremos”


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Foto: Portal Arcos

   Nas últimas duas sextas-feiras (14/06 e 21/06) aconteceu em Arcos, no obelisco da Praça Floriano Peixoto o movimento “Chega! Juntas Resistiremos” que uniram várias mulheres em rodas de conversas. Um grupo que ganhou vida e força devido a frequência de acontecimentos de violência e desrespeito contra a mulher em todos os lugares, mas que ganhou ainda mais envolvimento devido a comoção da população na ocorrência de uma agressão contra uma garota em uma festa na cidade.

 

   Mulheres estas que se uniram e tiveram a certeza que estão de mãos dadas na luta diária de SER MULHER em um país que uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, a cada hora 536 mulheres são vítimas de agressão física, um país que 8 em cada 10 mulheres sofreram violência por algum conhecido!

 

   As rodas de conversas foram divididas em dois momentos, no dia 14 um momento aberto para a troca de vivências, onde as mulheres trouxeram experiências, histórias e memórias. Elas ouviram e foram ouvidas, partilharam os obstáculos e momentos que enfrentam/enfrentaram e dividiram suas forças e sabedorias. Uma união feminina que levou para cada uma um crescimento pessoal, a inspiração de serem juntas a resistência e a vontade de ser a diferença em uma cidade do interior que até então não abrigava rodas de conversas como estas.

 

   No dia 21 a roda aberta entrou em foco o tema “Não é amor” com a presença da palestrante Maria Fernanda Rabelo (Mafe), militante do movimento feminista, estudante de psicologia da UFMG que atualmente mora em Belo Horizonte. A roda foi instrutiva sobre relacionamentos abusivos e a cultura do estupro, foi feito recortes históricos, culturais e atuais sobre a objetificação do corpo feminino e silenciamento das vontades das mulheres.

 

   As participantes relataram a satisfação em fazer parte do movimento e o quanto o “Chega! Juntas Resistiremos” agregou para cada uma delas e sobre este ser um ponta pé inicial para que a realidade de Arcos mude, e a violência de qualquer tipo contra uma mulher não seja considerado algo normal ou tolerável independente de qualquer pessoa que a pratica e situação em que se passa. Violência contra mulher é crime, e as mesmas querem ter os direitos que tem, como um destes, o direito de ir e vir que se consta no art.5° da Constituição Federal de 1988, este que é tirado e ferido com um assovio, assédio verbal e qualquer outra forma de violência contra mulher.

 

   Na sexta-feira (21) nossa equipe fez uma entrevista com Mafe e a arcoense membro do movimento, Maria Eduarda, duas militantes feministas que lutam pela mudança da realidade em que vivemos. Confira:

 

 

Artigo 3.º dos Direitos Humanos:

-Todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

 

@ mafeminista

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