Bioespeleologia, patrimônio cultural e avanços e desafios para o meio ambiente foram temas apresentados nas palestras
O Doutorando em Arqueologia e diretor do Museu de Pains, Gilmar Henriques.
Representantes de empresas da região, alunos da Unifor e membros da população de Pains participaram nesta sexta-feira, 25 da III Conferência de Meio Ambiente, realizada na sede da Câmara Municipal.
Estiveram presentes o secretário do Meio Ambiente de Pains, Mário de Oliveira, o prefeito Ronaldo Márcio, o diretor do Museu de Arqueologia do Carste do Alto São Francisco ( MAC), Gilmar Henriques, o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) Rodrigo Lopes e a superintendente da SUPLAN (Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado) do Alto São Francisco, Aline Trindade.
Na oportunidade, a superintendente mencionou e incentivou os presentes a pensarem a região de maneira sustentável: “Estamos numa região de elevada vulnerabilidade ambiental, por isso, precisamos pensar em um desenvolvimento com sustentabilidade ambiental para vermos assuntos de base e correções relacionadas ao tema.” Ressalta.
Ao fazer uso da palavra, o membro da comissão dos Direitos Humanos e representante da OAB em Pains, Dr. Pericles Gonzaga de Souza falou do avanço que a cidade adquiriu em termos de organização ambiental nos últimos anos. Ele destacou a presença dos participantes da conferência, por ser a maioria jovem e falou da importância de se trabalhar o assunto discutido na conferência às novas gerações.
REGIÃO ESTRATÉGICA
O Diretor do museu de Pains Gilmar Henriques em sua palestra: Patrimônio Cutural da História do Carste do Alto São Francisco apresentou a grande quantidade de sítios arqueológicos existentes na região de Arcos , Pains e Doresópolis, área sitada por ele, como região estratégica. O arqueólogo informou que dentro de seus estudos foram identificados 200 sítios arqueológicos. Ele fala que pesquisa a região desde 1999 e que possui registros de habitantes de cerca de 12.000 anos atrás.
Ele também explicou que sítios arqueológicos são territórios resultado de uma ou mais intervenções de determinado espaço por uma população no passado, nas quais, variam de acordo com tempo.
Uma curiosidade citada por ele, é em relação aos artefatos dos ancestrais indígenas habitados na região, nos quais, eram obsecados pela simetria. “São machados de cerâmicas totalmente simétricos e muito bem feitos.” Ele explica também que toda área de posse humana é possível achar estes objetos.
ANIMAIS EM EXTINÇÃO
Participou também das palestras o professor da UFLA Rodrigo Lopes (Drops) que falou sobre a formação da cavernas, a fauna e as categorias de organismos desenvolvidos nelas. Ele apresentou o problema enfrentado pela arqueologia com a extinção destes animais. Ele falou que muitos deles podem carregar compostos químicos importantes ao homem, além da questão filosófica de terem a vida respeitada.
Ele informou que o grupo Bambuí, região que compreende Arcos, Pains e Doresópolis possui registro de 80 espécies troglóbias (vivem especificamente dentro das cavernas e ficam até três anos sem se alimentarem). Ele também informou que, se for levado em consideração os pequenos abrigos, também considerados como carvenas, a região abriga mas de 5 mil.
EXEMPLO NA REGIÃO
A III Conferência do Meio Ambiente teve como intuito eleger e apresentar os conselheiros do CODEMA – Conselho Municipal de Meio Ambiente. Segundo seu representante na cidade, Dirceu de Oliveira Costa, “É um Conselho que atua na área ambiental, participativo, democrático e hoje com a nossa atuação conseguimos alcançar, há mais de 4 anos, a cadeira no Conselho Estadual de Política Ambiental da Unidade Regional do COPAN do Alto São Francisco. Isso é muito importante para o município de Pains e para a região que tem um CODEMA representativo pelos demais conselhos e municípios até mesmo que não existe o Conselho.”
Segundo o representante do CODEMA, em 2005 a maioria das empresas não eram regularizadas, o CODEMA participou da regularização destes empreendimentos, programas de educação ambiental, projetos de revitalização de bacia, criação de Unidades de Conservação e mais uma série de atividades e criação de legislação ambiental, normas técnicas.
De acordo com Dirceu o Conselho opera na cidade desde 2005 e é exemplo na região.
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