Centro Oeste / Arcos

Confirmada a morte de uma idosa por dengue em Arcos

No estado, o número de mortes aumentou para cinco e a doença já atingiu mais de 22 mil pessoas no Estado

A confirmação da causa morte de uma idosa de 79 anos, que faleceu em Arcos, com suspeita de complicações por dengue, foi divulgada no último boletim epidemiológico, divulgado nesta segunda-feira(25), pela Secretaria de Saúde do Estado.

A idosa de 79 anos, moradora do centro, faleceu no dia 23 de abril de 2018, com suspeita é de complicações por causa da dengue. Segundo o responsável pelo setor de vigilância epidemiológica, Tiago Carvalho, a paciente apresentava sintomas da doença e a notificação na Santa Casa de Arcos, também apontou “reagente para dengue”, porém a confirmação final só foi confirmada agora.

Em relação ao último boletim epidemiológico divulgado no dia 18, Minas tinha três mortes: em Conceição do Pará e Moema, no Centro-Oeste do estado, e Uberaba, no Triângulo Mineiro. No informe de segunda-feira, mais duas mortes foram confirmadas em Arcos, também no Centro-Oeste, e em Contagem.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte registrou a primeira morte por dengue neste ano. Uma pessoa que morava em Contagem teve confirmação de óbito pela doença transmitida pelo Aedes aegypti.

No estado, o número de mortes aumentou para cinco e a doença já atingiu mais de 22 mil pessoas no estado, segundo balanço da Secretaria de Estado e Saúde (SES/MG).

A SES ainda ressaltou que outras 10 mortes suspeitas de dengue estão sob investigação. Ao todo, até a segunda-feira, 22.583 mineiros estavam na lista de casos prováveis (confirmados e suspeitos) da doença.

Januária, no Norte de Minas, é o município com mais incidência de casos de dengue em 2018. São 92 diagnósticos em uma população de cerca de 15 mil pessoas, totalizando, segundo a SES.

Febre Chikungunya e Zika Vírus

Também causadas pela picada do Aedes aegypti, a febre chikungunya e o zika vírus também tiveram os dados atualizados no boletim da SES.

Ao todo, neste ano, são 9.167 casos prováveis de febre chikungunya. Destes, 30 foram diagnosticados em gestantes. Não há mortes confirmadas pela doença no estado. Contudo, um óbito é investigado pela pasta. A região com mais concentração de casos é o Vale do Aço.

Em relação ao zika vírus, o número de casos confirmados caiu se comparado ao balanço da última semana. Antes com 233 casos prováveis (confirmados e suspeitos), o boletim desta semana mostra 204 registros.

A doença foi identificada em 44 gestantes em 21 municípios de Minas. Dentre as cidades com confirmações está Belo Horizonte, com quatro casos de zika vírus em grávidas.

Não houve mortes confirmadas ou em investigação pela doença em 2018 no estado, conforme a Secretaria Estadual de Saúde.

LIRAa

Dados do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) mostram que 112 cidades mineiras estão em surto pela infestação do mosquito. Outros 381 municípios estão em alerta para o risco de contaminação pelo mosquito.

O Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) realizado em Arcos no dia 13 de abril, apontou um índice de infestação de 5,3%. E assim como apontou o resultado do LIRAa realizado no município em janeiro deste ano, que foi de 8,4%, 92 % dos focos estão nas residências.

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