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Lago de Furnas atinge menor volume útil do ano

Foto: Reprodução

O reservatório de Furnas atingiu o menor nível em 2017, fechando o mês de agosto com um volume útil de 28,96%. Em julho, a situação do lago já chamava a atenção quando o índice era de 38,72%.

Funas informou que os níveis dos reservatórios e a energia despachada são programados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por operar o conjunto de reservatórios brasileiros de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança energética.

O reservatório da Usina de Furnas encontra-se atualmente na elevação de 757,26 metros, o que representa um volume útil de 28,96%. O menor nível histórico registrado foi de 6,28%, em dezembro de 1999.

O índice mais alto registrado em 2017 foi em janeiro, quando o volume útil alcançou 47,32%. Desde então, todos os meses o reservatório registrou queda. Em nota, Furnas explicou que opera enchendo durante o período chuvoso (novembro a abril) e sendo esvaziado durante o período de estiagem (maio a outubro). “Este procedimento permite que a usina produza a energia elétrica necessária durante todo o ano, além de fornecer água para que as usinas situadas a jusante (abaixo) também possam produzir energia”.

Ao percorrer o lago, o turista já pode avistar várias rampas expostas, prejudicando as embarcações. Segundo Furnas, a ocupação para fins comerciais e turísticos do entorno do reservatório ocorreu de forma espontânea por empreendedores locais que buscaram aproveitar o potencial de negócios que se apresentou no lago e que a prioridade da empresa é a geração de energia.

Aos empresários no entorno do lago, resta encontrar outras formas de atrair os turistas durante a estiagem. Plinio Lemos Parreira, diretor do Obbá Coema Village Hotel, em Capitólio, disse que o movimento não tem caído, devido à seca, uma vez que anualmente já é esperada a baixa no reservatório. Porém, o empresário revelou que o período incomoda quem procura a região para passeios de barcos e outras atividades diretamente ligadas ao lago.

Segundo Plinio, a saída para o turismo em épocas de baixa no reservatório é divulgar outros atrativos que a região oferece além do lago, como cachoeiras que não são abastecidas por Furnas, e investir em atividades e estrutura dentro do próprio hotel.

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