Sul de Minas / Capitólio

Audiência em Capitólio debate ocupação das margens do Lago de Furnas

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais, através da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização, realiza audiência pública para ouvir a comunidade de toda a região e buscar soluções para resolver os problemas causados pela situação em que se encontra Capitólio, diante da perspectiva de demolição de grande parte do complexo turístico, no entorno do Lago de Furnas que movimenta toda a economia da cidade e de 34 municípios da região. O requerimento é de autoria da deputada estadual Geisa Teixeira e tem o número RQC 6571 2016. O texto diz: ‘Requer seja realizada audiência pública para debater, no município de Capitólio, a situação de impasse em que se encontram a comunidade e o Ministério Público Federal no que se refere à ocupação das margens do Lago de Furnas’.

A audiência pública que vai ser realizada no dia 9 de setembro, às 13h00, no auditório do clube de Escarpas do Lago e já conseguiu mobilizar centenas de pessoas.

Ação do Ministério Público Federal causa insegurança na região

A formação do lago de Furnas aconteceu há 50 anos. Várias cidades sofreram os impactos do represamento do Rio Grande. As terras férteis foram alagadas. A contribuição da Usina de Furnas para a região é inquestionável, mas as consequências afetaram a vida de todos. Capitólio se recuperou a partir de 1978 com a implantação de Escarpas do Lago. E a sua vocação turística se definiu. Hoje, a cidade é um dos poucos municípios brasileiros que não tem crise e desemprego.

“Capitólio vive um ciclo virtuoso nunca visto em sua história”, garante o prefeito José Eduardo Vallory.

Toda esta maravilha pode acabar se as ações provenientes do Ministério Público Federal forem consideradas procedentes. Tudo pode ser destruído da noite para o dia. Vários empreendimentos já foram notificados e alguns já iniciaram a demolição. Todos foram apanhados de surpresa com as ações em andamento. Casas, hotéis, restaurantes, marinas, clubes e pousadas poderão ser demolidos, entre as cotas 768 (marca de enchimento máximo do lago) e 769 (nível de segurança de um metro acima).

Se as ações forem consideradas procedentes, os trabalhadores vão ser os mais prejudicados. Praticamente toda a cidade vive em função do turismo. O desemprego pode gerar o caos. Por isso, ‘Capitólio pede socorro’ é o tema da campanha que está sendo realizada na cidade.

Deputada Geisa Teixeira defende uma solução conciliadora

“O que todos os proprietários e moradores da cidade desejam é o entendimento, um acordo entre as partes. Capitólio só quer continuar a sua trajetória de cidade bem sucedida. Por isso, fiz a proposta desta audiência pública”, afirma a deputada Geisa Teixeira.

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