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A pedido de Arantes, IMA e Emater-MG vão ajudar a legalizar a produção de frango caipira no Sul de Minas.

O objetivo é construir um abatedouro coletivo para aumentar as vendas e facilitar a vida do agricultor familiar

O deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB) reuniu-se em audiência nesta terça-feira (06/10) com o diretor técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Thales Fernandes. Arantes estava acompanhado dos funcionários da Emater-MG de Arcos, Irani Muniz Leão e Zenaido Lima da Fonseca, e do casal de agricultores familiares Wellington Aparecido Gonçalves e Juliana Amorim Alves.

A reunião teve como objetivo solicitar ao IMA um projeto para a construção de um abatedouro de aves no município de Arcos dentro das especificações técnicas legais obrigatórias.

Para o deputado este é um assunto que precisa ser muito bem explicado. “Com esta legislação que esta aí é muito complicado para um pequeno agricultor vender produtos alimentícios. Frango caipira, então, é de uma burocracia enorme. É registro e certificação que não acaba mais, e sozinho o agricultor familiar não consegue”, argumentou.

 

Emater-MG quer criar uma associação de produtores

 

A ideia dos técnicos da Emater-MG é organizar os produtores em uma associação e montar o abatedouro para uso coletivo. Assim, eles poderão produzir frango para serem vendidos às escolas da rede pública. Para o agricultor familiar Wellington Aparecido Gonçalves, que a cada 28 dias abate 400 aves, esta seria a solução. “Hoje, nós só podemos vender ovos para merenda escolar. O frango é vendido em feiras livres, mas com o abatedouro podemos chegar às escolas, o nosso maior sonho”,ressaltou.

O diretor técnico do IMA, Thales Fernandes, elogiou a decisão dos agricultores. “É muito bom saber que eles querem legalizar a produção. Só assim se tornarão empresa rural de pequeno porte. Para isto, terão que se adequar às exigências técnicas e sanitárias necessárias. Minas é o quarto maior produtor de frango do país e temos que proteger a sanidade das aves”, explicou.

Como resultado da reunião, ficou acertado que o IMA vai mandar um fiscal para levantar as adequações que os agricultores terão que fazer. A Emater-MG irá acompanhar o desenvolvimento do projeto do abatedouro, que deve custar aproximadamente R$ 30 mil e terá capacidade para abater 500 aves por dia.

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